Lucro em 2005, R$ 3,2 bilhões, foi 113,7% superior ao de 2004
O BNDES apresentou lucro de R$ 3,202 bilhões, no ano de 2005. Esse desempenho, o maior da história do Banco, é 113,7% superior ao R$ 1,498 bilhão obtido em 2004, e é composto pelo resultado das operações de intermediação financeira e pelo bom desempenho da carteira de renda variável ao longo do ano passado. Em 2005, o patrimônio líquido totalizou R$ 15,7 bilhões, enquanto havia sido de R$ 14,1 bilhões em 2004. Houve rentabilidade de 21,4% sobre o patrimônio líquido médio, índice que em 2004 foi de 11,1%. O ano passado terminou também com uma carteira de financiamentos de boa qualidade, com 90,1% dos créditos classificados entre os níveis de risco AA e B. Esse índice foi de 83,3% nos bancos privados e 74,0% nos bancos públicos.
Um dos destaques de 2005 foi o lançamento da segunda oferta pública de cotas dos Papéis Índice Brasil Bovespa - 50 (PIBB), com o qual o BNDES consolidou o objetivo de promover o desenvolvimento do mercado de capitais e a popularização de investimentos em ações. A grande demanda elevou a oferta inicial de R$ 1,0 bilhão para R$ 2,3 bilhões, com 75% do valor alocado no varejo. Com mais de 121 mil pessoas físicas participantes, foi a maior oferta de varejo já realizada no mercado brasileiro e que se seguiu ao sucesso do primeiro lançamento, em 2004. A operação trouxe ganho líquido de R$ 534 milhões ao BNDES.
No ano passado, o índice de adequação de capital (índice de Basiléia) registrado pelo BNDES foi de 17%, uma situação confortável em relação ao limite mínimo de 11%, exigido pelo Banco Central. Já o índice de exposição ao setor público fechou em 26%, bastante inferior ao limite de 45%. Em relação aos demais limites operacionais e prudenciais estabelecidos pelo BC, o BNDES também se encontra enquadrado.
Os desembolsos totais alcançaram R$ 47,1 bilhões no exercício, com crescimento de 17,7% em relação a 2004 (R$ 40 bilhões). Na indústria, as liberações alcançaram R$ 23,4 bilhões, com crescimento de 48,1% na comparação com o ano anterior (R$ 15,8 bilhões). Para o setor de infra-estrutura, os desembolsos foram de R$ 17,1 bilhões, com crescimento de 12,7% na comparação com o ano anterior, quando haviam sido de R$ 15 bilhões.